Monday, August 10, 2009

Sunday, August 09, 2009

Saturday, December 23, 2006

Thursday, June 29, 2006

Superstição

Nada como um jogo do Mundial de Futebol para trazer ao de cima o chauvinista que há em nós. Ou, no meu caso, o porco chauvinista. Chauvinista porque quando Portugal entra em campo manifesto sentimentos de nacionalismo que reconheço serem exagerados; e um bocadinho porco porque estou a usar a mesma camisa desde o início do Mundial, por uma questão de superstição.
Antes que comecem a chamar-me nomes, deixem que vos diga que esta camisa é infalível na protecção à selecção nacional, batendo de longe a estrangeirada Senhora de Caravaggio. É uma simples t-shirt vermelha, tamanho XL, comprada por cinco euros na feira, com o escudo de Portugal encoberto por uma mancha de chocolate, fruto de um pequeno acidente com um sorvete durante a batalha com a Holanda. Comecei a usá-la no jogo contra Angola e desde aí visto-a sempre que me sento em frente da televisão. Os seus poderes são imensos. Estou convencido de que com ela no corpo (no meu corpo) Portugal vai chegar à final. E só vou mandar lavá-la depois do Figo erguer a taça. Em minha defesa invoco Carlos Drummond de Andrade (agora é moda citar escritores por tudo e por nada para falar de futebol): “Para o diabo vá a razão quando o futebol invade o coração”.

Atiçar um leão com um pau

de vez em quando sabe bem um amor exagerado à pátria, mesmo que seja por causa do futebol. Mesmo que seja por tempo limitado. Eu sei que há gente como Pacheco Pereira que nunca vai entender este sentimento, mas paciência. Foi redentor ver “a malta das naus” de Scolari a benzer-se com a mão esquerda em Nuremberga enquanto com a direita ia esganando os holandeses. E há uma deliciosa ironia no facto de os nossos marinheiros de pêlo hirsuto serem agora comandados por um almirante brasileiro. Tenho a certeza de que o Padre António Vieira seria o primeiro a erguer-se para aplaudir o triunfo de Nuremberga, ele que chegou a invectivar Deus e os santos em nome das armas portuguesas durante os combates em solo brasileiro contra os soldados da Companhia Holandesa das Índias Ocidentais.
Mas, até nesta coisa do chauvinismo, convém não passar das marcas. Os espanhóis, por exemplo, foram de uma arrogância extrema em relação os franceses, esquecendo-se que foram estes que inventaram o chauvinismo, através de Nicolas Chauvin, soldado de Napoleão celebrizado como um patriota fanático pelas comédias dos irmãos Hippolyte e Theódore Cogniard . Há um velho provérbio africano que acabei de inventar que diz que não se deve atiçar um leão com um pau. Mesmo que seja um leão velho, gordo e francês. É melhor pensarmos nisso enquanto preparamos o jogo contra a Inglaterra.
(Texto do PÚBLICO - link)

Pense nisso

"Entreouvido num papo de botequim sobre a possibilidade de Brasil e Portugal se cruzarem nas semifinais: “Se ganhar com o Felipão já não foi muito bom, imagina perder para ele!”
O humor de Tutty Vasques.

Thursday, April 06, 2006


Monday, September 19, 2005

Tuesday, June 28, 2005

James Taylor


Nem toda a gente sabe disto, mas You've Got A Friend não foi escrita por James Taylor. Foi Carole King quem, em 1971, compôs uma canção que se viria a tornar uma das mais tocadas de sempre nas rádios de todo o mundo. Quem nunca dançou You've Got A Friend, ou sussurrou a letra da canção ao ouvido de alguém, que atire a primeira pedra.

When you're down and troubled
And you need a helping hand
And nothing, whoa nothing is going right.
Close your eyes and think of me
And soon I will be there
To brighten up even your darkest nights.

You just call out my name,
And you know whereever I am
I’ll come running, oh yeah baby
To see you again.
Winter, spring, summer, or fall,
All you have to do is call
And I’ll be there, yeah, yeah, yeah.
You’ve got a friend.

If the sky above you
Should turn dark and full of clouds
And that old north wind should begin to blow
Keep your head together and call my name out loud
And soon I will be knocking upon your door.
You just call out my name and you know where ever I am
I’ll come running to see you again.
Winter, spring, summer or fall
All you got to do is call
And I’ll be there, yeah, yeah, yeah.

Hey, ain’t it good to know that you’ve got a friend?
People can be so cold.
They’ll hurt you and desert you.
Well they’ll take your soul if you let them.
Oh yeah, but don’t you let them.

You just call out my name and you know wherever I am
I’ll come running to see you again.
Oh babe, don’t you know that,
Winter spring summer or fall,
Hey now, all you’ve got to do is call.
Lord, I’ll be there, yes I will.
You’ve got a friend.
You’ve got a friend.
Ain’t it good to know you’ve got a friend.
Ain’t it good to know you’ve got a friend.
You’ve got a friend.

Chico César

Em versão acústica, igualzinha à que apresentou na digressão portuguesa no último Inverno. Mamã África. Deve ser legal ser negão no Senegal.


Mama África (a minha mãe), é mãe solteira
E tem que fazer mamadeira todo o dia
Além de trabalhar
Como empacotadeira nas Casas Bahia.

Mama África, tem tanto o que fazer
Além de cuidar de neném
Além de fazer denguim

Filhinho tem que entender
Mama África vai e vem, mas não se afasta de você
Quando Mama sai de casa, seus filhos de olodunzam
Rola o maior jazz
Mama tem calo nos pés, mama precisa de paz.

Mama não quer brincar mais
Filhinho dá um tempo
É tanto contratempo
No ritmo de vida de mama.

Lambchop

Mais Lambchop. Is a woman, do álbum com o mesmo nome. Sarcasmo, ironia e muita atitude.